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Tem pernambucano na China participando do Seeds for the Future, da Huawei. O estudante de Administração da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Gabriel Bechara, de 21 anos, foi um dos selecionados do programa, que busca universitários para intercâmbio cultural e treinamento naquele país.

Na edição de 2017, a Huawei expandiu o programa e passou a selecionar também estagiários da empresa. Gabriel e mais 19 estudantes seguiram para a China há duas semanas. Lá, eles conheceram a sede e visitaram os laboratórios de pesquisa e desenvolvimento da fabricante, além de entender mais as soluções de conectividade.

O Tecnosense bateu um papo rápido com Gabriel, atualmente no terceiro ano do curso. Ele falou sobre a experiência de conhecer o país, as tecnologias produzidas pela empresa e como ele observa o cenário de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) aqui de Pernambuco. Confira:

Tecnosense: Como você conheceu o Seeds for the Future? Já tinha ideia da capacitação que o programa realiza?

Gabriel Bechara: Alguns anos atrás tive a possibilidade de conhecer uma participante de uma edição passada do programa. Por gostarmos muito de cultura chinesa, nossas conversas giraram em torno de oportunidades e possibilidades para jovens estudantes que a China oferece. Um dos assuntos foi voltado ao programa Seeds For The Future. Fui informado de como funcionavam os treinamentos e o convívio constante com a cultura e a integração que o programa proporcionou para os estudantes participantes.

Tecnosense: Conta como tem sido essa experiência com o programa. Você já tá há uma semana na China, o que tem aprendido com as tecnologias da Huawei no País?

GB: Sim. Passado pouco mais de uma semana na China, tivemos a oportunidade de conhecer cidades como Pequim e Shenzhen. No tocante ao desenvolvimento e utilização das chamadas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) e Internet das Coisas (IoT), pude testemunhar o quanto essas inovações fazem parte da vida dos cidadãos chineses e quanto a vida dos mesmos se torna mais prática e eficiente. Para uma população de aproximadamente 1.4 bilhões de habitantes, otimização, praticidade e facilidade são pontos-chave. A China está sempre se reinventando e servindo de referência para as demais nações neste quesito.

Gabriel e mais 19 estudantes conheceram a sede e soluções da empresa na China. Foto: Huawei/Divulgação

Tecnosense: Esse período na China já deu para ter uma noção de como trazer algumas soluções da Huawei aqui para Pernambuco?

GB: A Huawei é uma empresa em que o portfólio de soluções é muito vasto e aplicável em diversos cenários. Atualmente, soluções voltadas para a otimização na transmissão de dados móveis já é utilizada ao longo do território de nosso estado, por exemplo. Uma das novas soluções que me chamou a atenção ao ser exibida foi a utilização e modernização do armazenamento de dados na modalidade Nuvem.

A praticidade de acesso as informações e compartilhamento a partir desta solução poderia facilitar muito as dinâmicas de pequenas, médias e grandes empresas. Outro caso interessante são as tecnologias de cidade segura, ou Safe City, que poderiam vir a melhorar a vida dos cidadãos recifenses, esta que colaboraria com o aumento no controle de segurança pública da cidade. São muitas as soluções que podem ser implementadas pela Huawei na realidade pernambucana. Espero que com o decorrer da minha estadia em Shenzhen, cidade-sede da empresa, eu possa ter mais acesso a novas soluções possíveis de aplicação no nosso estado.

Tecnosense: Pernambuco é considerado um dos maiores polos de TIC do Brasil. Em 2014, Recife foi considerada uma das melhores cidades para empreender. Como você avalia o cenário atual?

GB: Apesar de todas as dificuldades enfrentadas por cidadães do nosso país com acesso a educação e tecnologia, Recife vem como um carro-chefe no desenvolvimento de TIC. Por exemplo, contamos com o Centro de Informática (Cin), dentro do campus da UFPE, e o Porto Digital.

A dificuldade que encontramos em cenários desfavoráveis como nos dias atuais não abate a força de vontade de inovar, reinventar e fazer a diferença na sociedade que os jovens empreendedores recifenses têm. Na minha concepção, é de extrema importância empresas de alta tecnologia investirem e cooperarem com o desenvolvimento de polos tecnológicos, facilitando a promoção de um ecossistema tecnológico ao redor.

Tecnosense: Quais são seus planos após voltar ao Brasil? Qual área você pretende atuar?

GB: Minha prioridade é completar minha graduação no curso de Administração. Faltam poucos semestres para me formar e estou ansioso para continuar progredindo com meu crescimento educacional. Além da conclusão da minha graduação, paralelamente investirei em mais cursos de capacitação profissional e tecnológica.

O mundo tecnológico e o mundo dos negócios estão alinhados perfeitamente. É de meu interesse atuar no setor privado com atuação no desenvolvimento de soluções com TIC, pois sinto que neste caminho onde a monotonia não faz parte do roteiro, cenários desafiadores e inovadores estarão cada vez mais frequentes na carreira.

Seeds for the Future da Huawei

O programa começou em 2008 e já beneficiou mais de 20 mil estudantes de 96 países. No Brasil, o Seeds for the Future vem sendo realizado em parceria com o Ministério da Educação (MEC) e universidades desde 2015. Inatel, Kroton, USP, PUCRS, UFCG e UnB são algumas instituições parceiras. Mais informações estão disponíveis no site da iniciativa.