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O mercado brasileiro conta com boas opções de vestíveis para quem quer manter uma vida mais saudável. Uma delas é o Gear S3 Frontier da Samsung. Embora lançado por aqui no fim de 2016, o relógio inteligente continuou recebendo atualizações que melhoraram a usabilidade do produto.

Nos updates, a possibilidade de baixar playlists do Spotify e ouvi-las off-line no próprio dispositivo. Outra é o uso do Samsung Pay para realizar pagamentos (que não testei porque não tenho cartão de crédito, desculpa. Fico devendo essa).

Com o relógio no pulso por muito tempo – três meses ou mais, talvez? -, o ~lançamento~ da Samsung cumpre, em sua maior parte, o que promete. Mas o que diferencia o vestível de outros disponíveis no Brasil? É o que tento explicar nos parágrafos abaixo.

Conhecendo o relógio

O Gear S3 Frontier tem um design bem casual e casa com diversas ocasiões – um jantar com os amigos, uma corrida na orla, e por aí vai. O display circular é um Super AMOLED de 1,3 polegada. O relógio é um pouco grande e isso me dá a impressão de que ele é voltado apenas para o público masculino.

Na caixa, o relógio é acompanhado por um carregador, guia rápido, a pulseira de 22mm – medida universal e que pode ser personalizada – e outra para pulsos mais finos.

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Relógio da Samsung tem display circular e design que casa com diversas ocasiões. Foto: Tecnosense

Já quanto às especificações, o relógio possui o Tizen, plataforma de vestíveis da própria Samsung, armazenamento interno de 4GB, memória RAM de 768MB, processador dual core de 1GHz, Bluetooth, Wi-Fi, GPS, NFC, MST, acelerômetro, barômetro, giroscópio, HRM, certificação IP68 e bateria de 380 mAh.

Usabilidade

O Gear S3 Frontier é fácil de usar e o melhor: é compatível com intermediários da Samsung e de outras marcas, além de iPhone 5 ou superior rodando iOS 9 para cima. Renato Citrini, gerente sênior de produtos da área de dispositivos móveis da empresa, até explicou o motivo da marca conseguir trabalhar com outros aparelhos que não os premium.

Usei o relógio sempre pareado com o meu Zenfone 4 da Asus. A única observação que tenho é a quantidade de aplicativos da Samsung que temos que instalar para o dispositivo funcionar sem problemas. Acho que a empresa já poderia ter melhorado isso, que quando testei o Gear Fit2 também precisei realizar o mesmo procedimento.

Tirando isso, todo o resto é ok. O relógio possui um aro em que é possível girar para a esquerda e direita e, assim, acessar funções como calendário, monitoramento de passos, cardíaco e outras opções. Há dois botões na lateral: um para voltar e outro para acessar o menu. Como a tela é touch, todo o resto pode ser confirmado com o próprio dedo, sem criar confusões de qual botão apertar para configurar algo, por exemplo.

Monitoramento das atividades

O vestível faz bem o seu trabalho, mas não é isento de falhas. Por exemplo, ele não reconhece bem quando você corre numa esteira. Várias vezes iniciei no relógio uma corrida de 15 minutos, mas ele dava um resultado muito diferente de quando eu corria na orla ou pelo quarteirão.

Gear S3 agora é compatível com intermediários da Samsung e iPhone 5 ou superior. Foto: Tecnosense

É como se na esteira ele subentendesse que eu não estivesse fazendo um esforço. A diferença do resultado – em tempo, distância percorrida e calorias gastas – foi bem evidente. Geralmente 15 minutos no equipamento, consigo correr entre 2.5 a 3 quilômetros, dando pequenas pausas para recuperar o fôlego. Mas no relógio, ao fim desse tempo, ele marcava 1.8km no máximo.

Outra coisa que me tirava do sério era a pausa automática do relógio. Tá certo que é uma opção que pode ser desabilitada, mas tanto na rua, quanto na esteira, se eu iniciasse um exercício de corrida, sempre que diminuía o passo, ele pausava a atividade.

Era preciso manter o ritmo constante para isso não acontecer, o que não deveria acontecer. Já que, para um dispositivo que quer que você mantenha uma rotina saudável, ele sabe ou aprende o comportamento dos usuários quanto às atividades físicas. Daí ele deveria “entender” as limitações de cada um (não quero nada, né!?).

Fora esse contratempo, o relógio consegue ser bem preciso em outros monitoramentos. No cardíaco mesmo, ele é sempre constante. Você não precisa acessar a função no dispositivo e pedir para ver a sua frequência cardíaca. Ele mantém um registro no aplicativo Samsung Health (falo dele no próximo tópico). Não importa se você está parado, andando ou praticando algo, ele vai monitorar sempre de forma automática, o que achei prático.

Aplicativos

Como qualquer outro vestível da Samsung, é preciso instalar alguns aplicativos antes de começar a usar o dispositivo. O Samsung Gear serve para ver faces disponíveis para o relógio e informações sobre memória RAM, armazenamento e bateria. Ele ainda traz outras aplicações que podem ser úteis no cotidiano. Mesmo assim, o catálogo não traz muitas opções e, mesmo depois de procurar o que poderia ser interessante, deixei de lado.

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Um dia normal na minha vida: durmo quase bem e pratico muita caminhada. Foto: Tecnosense

Já o Samsung Health reúne os dados monitorados pelo Gear S3. Seja o sono, consumo de água ou café, alimentação e atividades físicas. Este é bem funcional. Reunindo informações que é possível o usuário entender o que ele pode melhorar para dormir melhor, por exemplo. É possível criar até uma rotina que o relógio vai te lembrar de mantê-la sempre que possível.

Sobre o Spotify, uma atualização do firmware permitiu ouvir offline as playlists de quem tem perfil premium. Eu não sei se é porque meu plano é o Família, mas não consegui acessar minha conta no relógio, nem pareando também o aplicativo do smartphone com o do Gear S3. Mistérios!

Por fim, o Gear S3 Frontier…

É uma opção de vestível que eu consideraria ter um para mim. Algo que me chamou a atenção foi a bateria. Comigo, consegui de dois a três dias de uso sem precisar dar uma carga. Embora o carregamento deixe a desejar – às vezes era preciso 1h30 a 2h para chegar a 100% – é bom essa independência da tomada.

O Gear S3 Frontier é um relógio com funcionalidades bacanas e completas, além de um design que permite ser usado em vários momentos. Mas… o preço ainda é algo que me deixa com pé atrás. Ele custa R$ 2.199 no site da Samsung e pode ser encontrado a partir de R$ 1.600 em outras lojas. Daí a gente coloca na balança: um novo smartphone ou um vestível?