COMPARTILHAR

por André Kerbauy* – Os desafios atuais dos desenvolvedores de software não se restringem apenas à computação em nuvem. Agora, a ideia é satisfazer os clientes entregando toda a informação que eles precisam em tempo real.

Leia mais artigos no Tecnosense.

Uma onda de tecnologias disruptivas domina o mundo. A combinação de mobilidade, modelos de negócio alternativos, cloud computing e inteligência artificial reforça a tendência que vem guiando essas inovações.

Trata-se de um caminho sem volta. A independência dos novos dispositivos ligados à computação em nuvem deu início tanto a uma nova forma de consumir, quanto de comercializar soluções tecnológicas.

Enquanto a crise econômica impulsiona a adoção da computação em nuvem, os consumidores se beneficiam com a facilidade de uso desses dispositivos. Porém, os desafios da infraestrutura agora são outros.

Segundo a tendência apontada pelo Gartner, outro desafio dos desenvolvedores será incorporar os recursos de inteligência artificial à medida que em que eles surgem, além de criar comunidades para a análise avançada em machine learning.

Já se foi a época em que bastava armazenar e analisar os dados. Agora, cabe aos desenvolvedores aprender a ler, reagir e responder em tempo real aos fluxos de dados descartáveis. De uma forma geral, um software precisa ser mais inteligente e rápido para permitir uma filtragem em tempo real para seus usuários.

Entre os modelos de menor custo que incorporaram os avanços da computação em nuvem, o Software as a Service (SaaS) oferece licenças de software e produtos em uma base de assinatura mensal. Ele se tornou popular por permitir que as empresas de software melhorem continuamente seus produtos, evitando o tedioso ciclo de contratos longos feitos por clientes que acabam sem ter suas necessidades atendidas. Essa tecnologia ainda conta com a vantagem de zerar os custos de infraestrutura para hospedagem de soluções proprietárias.

No futuro, novos serviços e produtos devem seguir capturando a fidelidade dos clientes. No entanto, sem novas capacidades de gestão de custos, receitas e contratos, as empresas terão dificuldade em transformar essa tendência em realidade.

*André Kerbauy é diretor comercial do Mercado Eletrônico.