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[Análise] Final Fantasy XV para Xbox One

Final Fantasy XV foi lançado em novembro de 2016 com o intuito de mudar a imagem do público e crítica sobre uma das maiores franquias de RPG. Anunciado em 2016 como Final Fantasy Versus XIII, o jogo sumiu do mapa e só deu às caras em 2013. Até aquele ano, a série já não era a mais querida dos gamers e era necessário renovar e voltar a demarcar seu território no mercado de games.

Eis que Final Fantasy XV consegue essa proeza. O título renova as energias da franquia ao trazer um enredo maravilho e design incrível, conseguindo se equilibrar entre o ontem e hoje e garantir uma diversão para fãs da série e novos jogadores.

No novo título, seguimos Noctis, príncipe do reino de Lucis, e seus amigos, Gladio, Ignis e Prompto, numa jornada de autodescoberta. Noctis segue em viagem para se casar com Lunafreya. O matrimônio é parte de um acordo de paz entre o reino de Lucis e o império de Niflheim. Mas tudo na verdade não passa de uma emboscada e com Lucis tomada, os amigos precisam reconquistar o reino, quando devem também saber qual o papel de cada um nessa missão.

O desenrolar do enredo de Final Fantasy XV chega a ser um pouco frenético até a metade. Depois disso, tudo parece desandar no jogo. A história não é ruim, mas não há desenvolvimento dela nos últimos capítulos. Parece ter rolado uma pressão da Square Enix em lançar de qualquer forma o jogo. Até porque quem esperou 10 anos não podia esperar um pouco mais né?! Em certos momentos, pensei em desistir já que você anda em círculos e não consegue avançar se não fizer ações pré-determinadas.

A batalha final também deixa a desejar e parece que algo faltou nela. Terminei o jogo pela primeira vez com meus personagens no nível 68 e não demorei mais que 20 minutos no último chefe. Por sorte, as cenas finais são marcantes e transforma esse esforço de suportar as chatices dos últimos episódios em algo prazeroso. Ao menos o fator replay é algo impressionante. Há muitas coisas para desvendar depois que você termina pela primeira vez. Atualmente estou com mais de 100h de gameplay e acho que não fiz metade do que pensei em fazer.

Final Fantasy XV foi feito para explorar… Explore!

Se você ama RPG e adora explorar, Final Fantasy XV é um jogo ideal. Além da trama principal, há diversas missões paralelas. O que garante horas de diversão explorando o mapa enorme do game. Óbvio que em certos momentos é preciso avançar na história principal para finalizar algumas quests, mas isso não tira o interesse do jogo.

A exploração ainda é essencial para melhorar as habilidades dos personagens. Noctis gosta de pescar; Gladio possui habilidades de sobrevivência; Ignis é responsável pela refeição dos quatro; e Prompto registra todos os momentos da aventura. Daí o motivo de você andar e conhecer todos os cenários do jogo.

Essa exploração em um mundo aberto deixa o jogo mais humano e aproxima o jogador dos quatro personagens. Quanto mais você faz isso, mais você encontra itens para novas comidas, Gladio acha itens que ajudam nas batalhas e Prompto não perde uma fotografia sequer. A habilidade de Noctis eu interpreto como algo para relaxar o jogador depois de tanta busca, exploração e batalhas.

Sistema de batalha fácil, mas bugado

O sistema de batalha é bem fácil, até mesmo para quem não jogou outros títulos da franquia. Não exige muito do jogador e como elas sempre acontecem em mundo aberto, você pode aproveitar o cenário para se locomover, montar estratégias e garantir ataques mais poderosos. Não há uma necessidade de apertar vários botões ao mesmo tempo para garantir uma luta perfeita. Com poucos toques, isso é possível.

O problema é que, com 10 anos em desenvolvimento, as batalhas não são “perfeitas”. Várias vezes vi meu personagem ficar imóvel enquanto os outros três não conseguiam acertar os inimigos. Foi preciso reiniciar o console para poder voltar a jogar normalmente. Você pode conferir um desses erros no vídeo abaixo:

Outra mudança é o sistema de experiência. Ela só é computada quando os personagens dormem. Seja em uma tenda, trailer ou hotel. Achei isso bem diferente e, ao mesmo tempo, uma oportunidade para evoluir as habilidades de Ignis, por exemplo. Outra coisa é que dependendo do local onde os personagens dormem, a experiência ganha pode ser multiplicada por 1,2; 1,5; 2 e 3. Então vale ficar ligado onde vai passar noite quando se tem muita experiência em jogo!

Gráficos (quase) imorais

Final Fantasy XV é um jogo de mundo aberto que vale a pena sair dando uma volta de carro nele. O mapa é enorme e traz cenários belos e bem trabalhados. Joguei em uma Smart TV 4k HDR e ficou bem nítido o trabalho da equipe de desenvolvimento do jogo. Os detalhes dos personagens sujos após uma longa batalha, ou por ter passado o dia andando, ou por ter se molhado devido a chuva, são bem convincentes. As cutscenes também são imorais e parecem mostrar que foi necessário esse desenvolvimento de quase 10 anos.

Por fim, Final Fantasy XV…

… conseguiu reascender essa chama quase apagada da franquia. Os dois últimos jogos numerados não foram lá bem recebidos pelo público, mas o XV consegue superar isso. É um título para novos jogadores e para quem conhece bem a franquia. Tem exploração, história quase bem contada, personagens carismáticos, muitas batalhas e tiração de onda. Um game que vale a pena jogar!

Final Fantasy XV está disponível para Xbox One e PlayStation 4.

Avaliação do Editor

Enredo 90%
Jogabilidade 85%
Gráficos 95%
Trilha sonora 100%
Fator replay 100%
Final Fantasy XV conseguiu renovar as energias da franquia. O jogo peca, em certos momentos, no gameplay, mas se sobressai ao trazer muitas horas de exploração, belos gráficos e um enredo cinematográfico.
94
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Thulio Falcão

Thulio Falcão

Eu sou jornalista e gosto de brindar. Na falta de um par, brindo só. O importante é o copo cheio. Nada melhor que jogar videogame ou discutir tecnologia num boteco de esquina.