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[Análise] Galaxy J7 Metal da Samsung

Se tem uma coisa que não podemos negar é que a Samsung tem opção de smartphones para dar e vender. Difícil mesmo, às vezes, é acompanhar os lançamentos da marca. Sério, quase todo dia são cinco a seis materiais de divulgação de algum produto da empresa que recebo no e-mail. Brincadeira, isso é um pequeno exagero.

E o que falar da família J, então? Dia desses conversei com Renato Citrini, gerente sênior de produto da divisão de dispositivos móveis da Samsung Brasil, sobre os inúmeros smartphones no portfólio desta linha. Entre eles, o Galaxy J7 Metal. Lançado em 2016, o modelo ainda é uma opção para quem não quer pagar muito na hora de trocar de aparelho. Quer saber como foi testá-lo? Confira nas próximas linhas!

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Design

O Galaxy J7 Metal leva o “Metal” no nome por razões óbvias. O smartphone tem um acabamento metálico nas laterais. Junto a isso, o trabalho feito pela Samsung nas bordas faz o aparelho encaixar de forma segura nas mãos. O que é ótimo para evitar quedas, principalmente quando a pessoa é desastrada feito eu.

A traseira em policarbonato é outro ponto positivo no aparelho. Quase todo smartphone é frágil e nem sempre resiste a uma queda, por mais mínima que ela seja. O Galaxy J7 Metal não escorrega. Você o colocou em algum cômodo, dificilmente ele irá encontrar o chão. A tampa ainda é fosca e consegue esconder pequenos arranhões e marcas de dedo.

Com esse acabamento em metal, a Samsung quis dar um toque premium ao smartphone, mas essa característica se perde já que o modelo se parece com tantos outros da marca. Vou até mais longe e digo que o J7 Metal tem uma característica retrô que lembra um pouco o Galaxy S4 ou o Galaxy S5. Senti falta também de uma identidade própria que fosse além do “metal”.

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Tela

O J7 Metal 2016 tem uma tela 5.5 polegadas Super AMOLED e resolução HD (720 x 1280 pixels). Embora um display Super AMOLED mantenha a cor mais fiel, nitidez e fluidez do conteúdo exibido, uma resolução Full HD cairia bem no aparelho intermediário. Não que ele faça feio, pelo contrário. Para um smartphone na casa dos R$ 1 mil, você ainda vai encontrar cores fortes em filmes e séries do Netflix, YouTube ou até mesmo nos jogos.

Mas… para um smartphone na faixa dos R$ 1 mil, a Samsung não trouxe um sensor de luz nele. Sim! É preciso ficar mexendo manualmente no brilho quando você sai de um ambiente mais escuro para um mais iluminado. A única coisa a se fazer é ativar o Modo Externo. O recurso joga um brilho a mais na tela que melhora a visualização quando há muita claridade em algum espaço.

Desempenho do Galaxy J7 Metal

Para um smartphone intermediário, confesso que o J7 Metal me surpreendeu bastante. Ele possui um processador Exynos 7870 octa-core de 1,6 GHz, GPU Mali-T830MP2, memória RAM de 2GB, armazenamento interno de 16GB – com expansão via microSD de até 128GB – e uma bateria de 3.300 mAh.

O aparelho vem com o Android 6.0.1 Marshmallow de fábrica e sem certezas de uma possível atualização para o Android 7. Mesmo assim, a interface TouchWiz da Samsung trouxe ícones dos aplicativos remodelados, mais bonitos e sóbrios. Embora sejam 34 apps pré-instalados, alguns são bem funcionais… outros não.

Ao longo dos testes com o smartphone, o desempenho dele foi muito bom para um intermediário. O J7 Metal roda bem alguns jogos, enquanto outros irão apresentar travamentos por exigir demais dele. Para uso básico – e-mail, redes sociais, câmera – ele consegue rodar essas aplicações sem dificuldades. Mas isso não significa que ele seja realmente ágil. Em alguns momentos, o aparelho demorou um pouco para abrir os aplicativos, mas ele atende bem às necessidades de quem sai de um modelo de entrada e procura um segundo com especificação mais “robusta”.

A bateria também não deixa a desejar. Com 3.300 mAh, o Galaxy J7 Metal aguenta muito o tranco. Com uso moderado – redes sociais, jogos, 4G, GPS e algumas ligações (ainda faço isso) e fotos – conseguia sempre de 17 a 20 horas de uso contínuo. Mas, assim como ela demora a descarregar, ela também demora a carregar. Para chegar aos 100%, é quase duas horas com o aparelho plugado na tomada. Quem pode esperar esse tempo hoje em dia?

Câmera

O aparelho tem uma câmera traseira de 13 megapixels com abertura f/1.9, que ainda consegue gravar vídeos Full HD a 30fps. Há um modo Pro, mas com funções básicas como balanço de branco e ajuste de ISO, e também o HDR. Já o sensor frontal tem 5 megapixels, com selfie panorâmica e recurso de embelezamento.

No geral, a câmera do J7 Metal é ok. Mesmo ambientes bem iluminados, o sensor não é capaz de captar tantos detalhes do cenário, mas consegue manter as cores vivas. Em alguns momentos, as imagens aparecem granuladas, mais ainda quando são tiradas durante à noite. A queda de qualidade aqui é bem perceptível. O HDR também não adiciona muita coisa. O processamento é demorado e exige força nos braços para não tremer na hora.

Já a câmera frontal continua com o flash e pode agradar quem adora fazer selfies. O que me atraiu nela foi o modo embelezador. Ele não é “obrigatório” como a gente vê em marcas concorrentes. Porque isso é algo que realmente me irrita. Quem aqui não se lembra do K10 da LG? Ou do Zenfone 3 Zoom da Asus que teve um problema do tipo antes de uma atualização do software?

Tirar selfies no J7 Metal, com o recurso desligado, é certeza de que você não vai sair parecendo um boneco de cera. Isso nos leva a outro ponto legal da câmera. O sensor tem abertura f/1.9 e, às vezes mesmo com uma grande entrada de luz, a foto não sai estourada a ponto de deixá-la ruim.

Por fim, o Galaxy J7 Metal é…

Um smartphone bem bacana para se cogitar a ter um. Embora ele deslize no design, ele parece atrair um público bem específico: aqueles que estão saindo do primeiro smartphone. O aparelho alinha uma especificação ok, quando comparada à concorrência, com um preço chamativo. No site da Samsung, custa R$ 1.099, mas pode ser encontrado a partir de R$ 700 em outros e-commerce.

Um ponto negativo é a incerteza de uma atualização para o Android 7 Nougat. A impressão que a Samsung passa é que o aparelho já tem data de validade e é pouco mais de um ano de uso. Mesmo sendo intermediário, um sensor biométrico, maior capacidade de armazenamento e resolução Full HD seriam um diferencial no smartphone. Mas o bom desempenho e uma bateria que segura bem quase o dia todo compensam essa falta.

Especificações do aparelho

  • Tela Super AMOLED de 5.5 polegadas HD
  • Processador Exynos 7870 octa-core de 1,6 GHz
  • GPU Mali-T830MP2
  • Memória RAM de 2GB
  • Armazenamento interno de 16GB – com expansão via microSD de até 128GB
  • Câmera traseira de 13 megapixels
  • Câmera frontal de 5 megapixels
  • Bateria de 3.300 mAh
  • Android 6.0.1

Avaliação do Editor

Custo-benefício 75%
Desempenho 85%
Bateria 90%
Design 80%
Câmera 75%
Interface 80%
O Galaxy J7 Metal é um smartphone intermediário da Samsung lançado em 2016. Com uma configuração mais simples que modelos da concorrência, o aparelho consegue executar bem as tarefas do cotidiano junto com uma bateria de 3.300 mAh, que garante um bom tempo de uso. Embora o preço seja razoável, o Galaxy J7 Metal parece estar fadado ao desuso, já que não há garantia também de uma atualização para o Android mais atual no mercado.
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Thulio Falcão

Thulio Falcão

Eu sou jornalista e gosto de brindar. Na falta de um par, brindo só. O importante é o copo cheio. Nada melhor que jogar videogame ou discutir tecnologia num boteco de esquina.