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[Análise] Just Dance 2018 para Xbox One

Just Dance parece ser uma franquia sem data para acabar. O famoso jogo de dança possui uma base de fãs enorme, principalmente no Brasil. Basta acompanhar alguns dias o Museu do Videogame Itinerante para ver o quanto o título atrai uma multidão à exposição. No fim de outubro, a Ubisoft lançou Just Dance 2018 para os consoles. Com uma cópia para o Xbox One em mãos, chamei meus amigos para passar uma tarde ~remexendo sem parar~. Depois de muito requebrar em Despacito e rir bastante em Bad Liar, será que o game conseguiu inovar?

Não necessariamente (desculpa ser tão direto). Se em Just Dance 2017 tínhamos passos mais elaborados, senti falta disso na edição 2018. Algumas músicas voltaram a trazer coreografias de mão. Você só precisa fazer um movimento simples, sem muito esforço, para levar um “Perfect” (Perfeito) e ganhar mais pontos. Vale lembrar que, desta vez, jogamos o game com um Kinect, o que deixa a experiência muito melhor que usar o Just Dance Controller, aplicativo para smartphone que substitui o acessório.

A graça de Just Dance é que a Ubisoft foi aprimorando a coreografia a cada lançamento. Mas aqui temos passos mais preguiçosos. Não que isso aconteça em todas as músicas. Em Beep Beep I’m A Sheep de LilDeuceDeuce ft. BlackGryph0n & TomSka, por exemplo, você se ajoelha e começa a dar coices em um trecho dela. A dificuldade aqui é não rir de toda essa situação, porque ela é engraçada.

Bad Liar, da Selena Gomez, exige agilidade nos passos e é muito bobeou, dançou. A coreografia parece que foi feita para confundir o gamer e isso a torna legal. São esses desafios que deixam o jogo uma diversão. Mas o game parece não ir além disso.

A Ubisoft até tentou fazer algo diferente. Como deixar algumas músicas bloqueadas e ser preciso dançar certa quantidade para ter acesso a elas. Mas isso você mata em poucos minutos, tendo o restante liberado de uma vez só. Faltou feeling para deixar o usuário dançando mais tempo aqui com um desafio de verdade.

As outras músicas de Just Dance 2018

Just Dance 2018 traz um catálogo com 42 músicas, mas a impressão é que ainda falta algo no jogo. No 2017, tivemos Anitta e Daya Luz “representando” o Brasil no game. Mas não há artistas nacionais no título atual. Além disso, as faixas não empolgam tanto como nas edições passadas. O lado bom é que a Ubisoft garante 90 dias do Just Dance Unlimited.

Um teste do serviço, que até então vinha na edição de luxo de Just Dance 2017, agora está disponível para todos no 2018. Durante o período, é possível experimentar um catálogo com mais de 300 músicas. O que deixa a experiência ainda mais completa. Com uma playlist vasta, ficaria muito mais fácil aproveitar todo o potencial do jogo. Depois dos 90 dias, é possível pagar R$ 79 para ter um ano de acesso à plataforma.

Interface menos complicada

Se Just Dance 2017 tinha menus complicados, a Ubisoft decidiu resumir na edição 2018. São mais simples, de fácil de acesso. Há uma seção apenas com músicas para crianças. Ou a possibilidade de criar uma playlist com as faixas favoritas. O que deixa tudo mais simples na hora de jogar em casa com os amigos, só ou até mesmo online.

O grande ponto é que a interface do jogo mostrou pequenos deslizes, principalmente na hora de dançar. Não posso afirmar se é algo do Just Dance ou do Kinect, mas quando tentamos dançar Despacito em quatro pessoas, o game travou e o acessório deu pane. Foi preciso reiniciar o Xbox One para jogar novamente. E isso se repetiu por mais algumas vezes.

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Em Despacito, game travava quando quatro pessoas tentavam fazer a coreografia da música. Foto: Ubisoft/Divulgação

Além disso, ao jogar em duas ou três pessoas, o game conseguiu trocar a posição dos jogadores. Se eu estivesse em uma ponta, o meu indicador no jogo me levava para a outra, como se eu estivesse me movimentando até lá. Isso atrapalhou na pontuação final e, em determinado momento, passamos a dançar apenas para curtir o jogo. Para quem gosta de ir atrás de conquistas, pode dar certa dor de cabeça.

Por fim, Just Dance 2018…

… parece que foi um jogo lançado apenas para cumprir tabela. As melhorias de um título para outro são discutíveis e, embora ainda seja um bom passatempo, é preciso botar no papel se vale a pena pagar mais de R$ 100 por ele, ou não.

Para quem está iniciando na franquia, Just Dance 2018 traz bons recursos e jogabilidade para fazer o usuário se divertir e se exercitar. Mas isso já muda para quem é da velha guarda, como eu. Jogo desde quando eu tinha um Xbox 360 e a impressão que fica é que a franquia, pela primeira vez, começou a perder o gás.

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Beep Beep I’m A Sheep é uma das músicas mais engraçadas e com coreografia para divertir o jogador. Foto: Ubisoft/Divulgação

Lógico, o game, se separado da franquia, ainda cumpre bem seu papel de garantir diversão e risadas. Mas passa batido quando olhamos para as novidades que a Ubisoft trouxe no Just Dance 2016 e 2017. Daí a dúvida é: no que mais podemos inovar em Just Dance? Fica a questão!

*A Ubisoft cedeu um código de download de Just Dance 2018 para esta análise.

Avaliação do Editor

Jogabilidade 80%
Gráficos 90%
Extras 75%
Som 80%
Fator replay 90%
Just Dance 2018 é o mais novo título da famosa franquia de dança da Ubisoft. Com um catálogo de músicas que não empolga e sem tantas novidades quando comparado com os anteriores, o game ainda consegue garantir diversão e risadas, ainda mais se jogado com amigos.
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Thulio Falcão

Thulio Falcão

Eu sou jornalista e gosto de brindar. Na falta de um par, brindo só. O importante é o copo cheio. Nada melhor que jogar videogame ou discutir tecnologia num boteco de esquina.