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[Análise] LG K10 Novo

A LG lançou, no começo de fevereiro, o LG K10 Novo. O aparelho intermediário chega com a missão de dar continuidade ao sucesso da linha lançada no ano passado. Para se ter uma ideia, o K10 2016 foi um dos três smartphones mais vendidos no Brasil, garante a marca. Com a nova versão, a empresa retrabalhou o design e trouxe mais memória e processamento. Mas será que o K10 Novo consegue se sobressair em relação à concorrência?

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O K10 Novo possui memória RAM de 2GB e armazenamento interno de 32GB. O processador é um MediaTek octa-core de 1.5GHz e a tela é de 5.3 polegadas HD com tecnologia In-Cell Touch. O smartphone ainda vem com Android 7.0 Nougat, suporte para dois chips de operadora e tem uma bateria de 2.700 mAh. O destaque do aparelho, segundo a LG, é a câmera traseira de 13 megapixels e a frontal de 5 megapixels com grande angular de 120°.

Design do LG K10 Novo

Esteticamente, apenas a parte frontal do K10 se parece com a versão 2016. As características jovens do design não aparecem muito na linha 2017. A LG ainda introduziu um detalhe cobre nas laterais para dar um aspecto premium. Mas isso chamaria mais atenção se o corpo fosse de metal. A impressão é que esse detalhe mostra uma fragilidade e pode descascar a qualquer momento. Mesmo assim, o K10 Novo possui bordas mais arredondas e isso permite um encaixe muito bom na mão.

O design de interface também está bonito no LG K10 Novo. A empresa fez um bom trabalho com o Android 7.0 Nougat. Desde o LG G4 que a marca tem diminuído o número de aplicativos obrigatórios. Particularmente não gosto da LG UI 5.0, mas a empresa continua desenvolvendo bem essa nova interface. E isso tem deixado a usabilidade mais fluída para o usuário. Também de certa forma, acaba sobrando espaço no armazenamento para mais músicas, fotos, etc.

Durante os testes, consegui utilizar muitos aplicativos e janelas com uma mão só. O tempo de resposta ao toque também é outro ponto positivo aqui. Não é preciso segurar o dedo na tela para que o aparelho saiba que você quer fazer algo. Muito menos ele abre aplicações ao “perceber” que seu dedo se aproxima do display, como acontece em modelos concorrentes.

Desempenho do aparelho

Mas uma resposta rápida ao toque não significa abrir rapidamente um aplicativo. O K10 Novo tem o dobro de memória RAM em relação ao modelo do ano passado. Mas senti algumas dificuldades na hora de abrir jogos, por exemplo. Candy Crush e Criminal Case rodaram com alguns engasgos. Não cheguei a testar jogos mais pesados porque esses dois apresentaram também travamentos punks, de ficar muitos segundos com a tela congelada e sem responder aos comandos.

Embora tenha encontrado essas barreiras com jogos, Facebook, Instagram, Twitter rodaram sem nenhum problema. O processador octa-core da MediaTek unido aos 2GB de RAM permitiram também o LG K10 Novo alternar entre os aplicativos sem travamentos. Se no modelo de 2016, quatro aplicações e o smartphone parava, aqui a gente consegue vê-lo tentar trazer o máximo de desempenho. Consegui rodar 13 aplicativos e trocá-los durante o uso para o smartphone jogar uma bandeira branca.

Câmera é boa, mas podia ser melhor

Escrevendo sobre redes sociais, muitos usuários gostam de aproveitar aquele momento legal com os amigos, família ou paquera, tirar uma foto e jogar no Instagram e outras mídias. Para isso, a LG trouxe uma câmera selfie com grande angular de 120º. Não é a melhor câmera do mercado, de fato. Senti falta de um modo manual e a empresa garantiu que já estuda trazer o recurso para uma possível nova linha K.

Outra coisa que percebi também é uma mudança no software de câmera desde o lançamento do LG G5. Se no LG G4 a câmera era o ponto forte da marca, não digo o mesmo dos modelos mais novos. A começar por esse filtro embelezador embutido no K10 Novo. Ao menos agora a gente pode manusear se queremos ou não nosso rosto o mais próximo de um boneco de cera. Isso não era possível no K10 2016 e era preciso se virar nos 30 para encontrar um ambiente com luz e diminuir essa aparência.

A versão 2017 ainda traz alguns recursos a mais, como foto em HDR, mas é preciso de força no braço para a foto não sair tremida. A falta de um foco automático a laser atrapalha na hora de capturar imagens legais. Na câmera principal, de 13MP, a abertura é de f/2.2. Você vai ter dificuldades na hora de tirar fotos em ambientes mais fechados e escuros.

Isso é uma coisa bem engraçada. Tanto na câmera frontal e traseira, embora a abertura do sensor seja inferior a outros smartphones disponíveis no mercado, ela permite uma entrada de luz que deixa as imagens com qualidades e mostrando bem alguns detalhes. Mas isso em locais espaçados e bem iluminados. Na selfie, a grande angular de 120º também faz a diferença. O recurso é ótimo para capturar aqueles momentos com belas paisagens atrás de você. Mas atente-se, quanto mais luz no ambiente ou em um local aberto, melhor o resultado.

Por fim, o LG K10 Novo…

… consegue ser superior ao modelo 2016, mas ainda tem um longo caminho pela frente. A começar por um carregamento rápido. O aparelho demora para carregar e, em 2017, muitos dispositivos já possuem essa tecnologia. Se a LG diz que consumidor quer smartphone que aguente o dia todo, no mínimo era para trazer esse recurso em quase todo o portfólio da marca.

Mas aqui tiro o chapéu para a empresa. Anos atrás víamos fabricantes apostando em smartphones de entrada. Hoje é como se muitas quisessem empurrar um aparelho intermediário, mas com características premium, para o consumidor e ele que pague, às vezes caro, por isso. O novo lançamento da LG chega para preencher essa lacuna. Muitos usuários ainda estão na transição de um feature phone para smartphone e a empresa tem se destacado em dar assistência a esse target. Prova disso – posso estar errado – é o preço do aparelho ter caído quase R$ 400 após menos de um mês no mercado. Se esse é um dos pensamentos da LG, é certo o K10 Novo ter um desempenho melhor que o antecessor.

Fotos: Thulio Falcão/Tecnosense

Avaliação do Editor

Custo-benefício 75%
Desempenho 70%
Bateria 80%
Design 85%
Câmera 70%
Interface 90%
O LG K10 Novo chegou ao mercado para repetir o mesmo sucesso da versão 2016. Mesmo com melhorias, o smartphone intermediário ainda fica atrás de modelos concorrentes, mas se torna uma boa opção para quem está investindo em um primeiro dispositivo inteligente.
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Thulio Falcão

Thulio Falcão

Eu sou jornalista e gosto de brindar. Na falta de um par, brindo só. O importante é o copo cheio. Nada melhor que jogar videogame ou discutir tecnologia num boteco de esquina.