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[Análise] Maquinão iZettle

Atualizado às 16h do dia 18/05 – A iZettle conversou comigo sobre a conexão Bluetooth. Na época em que testei o Maquinão, o sistema passou por uma semana de instabilidade, o que acarretou na falha de comunicação entre o leitor e o smartphone. Sobre o produto aceitar apenas cartões Visa e Master, a fintech informou que nas próximas semanas passará a aceitar Elo e, em seguida, outras bandeiras.

[Texto original]

Abrir um negócio requer muito planejamento. Dependendo do setor, o empreendedor precisa se questionar quais as formas de pagamento ele irá aceitar para os serviços prestados. E não é novidade empresas olharem para este cenário e oferecerem máquinas de cartão de crédito e débito. Elas estão por todas as partes, ofertam taxas e preços competitivos. Mas qual a melhor para levar para o meu negócio? O Tecnosense testou o Maquinão iZettle, leitor de cartões lançado em fevereiro aqui no Brasil na Feira do Empreendedor, em São Paulo. Quer saber os benefícios e desvantagens do produto? A gente te conta!

Antes de começar, só uma explicação rápida sobre a iZettle. Ela é uma fintech sueca de pagamentos móveis fundada em 2010. Aqui no Brasil, ela atua desde 2013. O principal mercado da empresa é o de micro e pequenos empreendedores. Dito isso, o Maquinão é uma solução, de certa forma, de destaque em comparação à concorrência. Primeiro pelo custo do produto. Na “teoria” é R$ 0. Na “prática”, o empreendedor desembolsa R$ 238,80, mas ganha o valor pago em transações grátis. Pesquisei no site da empresa e esta ação está disponível até 31 de maio.

Maquinão iZettle

O Maquinão tem um design compacto e quase do tamanho de um cartão de crédito. Ele não tem conectividade Wi-Fi, nem 3G, o que pode explicar o preço mais em conta do produto. É possível conectá-lo a um smartphone através de pareamento via Bluetooth. O legal é que a iZettle pensou grande e o leitor é compatível com o Samsung Pay.

Ele também aceita cartões com chip ou tarja magnética, mas somente com as bandeiras Visa ou Mastercard. Até mandei um e-mail para a iZettle questionando se há uma previsão de expansão para outras bandeiras e atualizo aqui quando tiver a resposta. Quanto às transações no leitor, a fintech afirma que elas são 25% mais rápidas. Não vou julgar isso já que testei apenas simulações de compra. Minha única crítica é da necessidade do aparelho estar conectado ao smartphone.

Parear os dois é fácil, mas o leitor ficava desconectando o tempo todo do smartphone – testei em um Zenfone 3 Zoom e Moto G5 Plus. Refiz o processo, reinstalei o aplicativo, mas após poucas transações, a aplicação não conseguia mais achar o Maquinão. Até reportei esse erro e, buscando na Play Store, vi que alguns usuários estavam na mesma situação.

Leitor perde conexão com o aplicativo, mesmo quando você tenta parear novamente os dois dispositivos

Aplicativo

Tirando essa bronca de reconhecimento, o aplicativo da iZettle é bem organizado e fácil de usar. Logo na tela inicial há uma calculadora para inserir os gastos e se eles serão pagos em dinheiro ou cartão. As outras abas são “Produtos” e “Pesquisa”. Já no menu, é possível visualizar os recibos das transações e um relatório diário com o total das vendas, reembolsos, descontos e taxas.

Fora da caixa

O Maquinão iZettle é simples. Ele acompanha um cabo USB para recarga, mas poderia vir com um carregador de tomada também. Mesmo assim, em todo esse tempo de uso, o indicador da bateria nem se moveu. Outro ponto positivo são as teclas do leitor. Elas são feitas de um material meio emborrachado e há um espaço entre elas. Isso é ótimo para evitar erros ao digitar a senha e até mesmo para quem é portador de necessidades especiais.

Por fim, a iZettle trouxe um produto que pode fazer, sim, barulho nesse mercado. A fintech promete taxas interessantes para empreendedores. A cada transação, a empresa desconta 2,39% em compras pagas no débito; 4,99% no crédito à vista; e 1,99% por cada parcela adicionada até 12 vezes.

Numa simulação, caso o empreendedor venda R$ 5 mil no débito, ele irá receber R$ 4.880,50 e R$ 119,50 vai para a fintech. No crédito, o valor recebido fica R$ 4.750,50 e a iZettle levará R$ 249,50. Já em compras parceladas, o total depositado será R$ 4.651,00 e a taxa para a empresa será de R$ 349,00.

São taxas até então chamativas e que transformam o Maquinão iZettle em uma boa opção de investimento. A falta de conectividade Wi-Fi e 3G e a necessidade de estar pareado a um smartphone – que pode deixar o empreendedor sujeito a alguma falha – podem ser empecilhos para o crescimento das vendas do leitor.

É válido lembrar que a crise fez muitos brasileiros começarem a empreender. Ter um leitor de cartão é essencial para atingir ainda mais o público esperado para o negócio. E o Maquinão é um produto pronto para o Samsung Pay, que tem fechado cada vez mais parcerias com bancos. Um ponto positivo para a empresa, que mostra estar pronta para o boom dos pagamentos móveis.

Pontos positivos

– Aplicativo fácil de usar
– Bateria de longa duração
– Preço do leitor
– Design e ergonomia

Pontos negativos

– Sem conectividade Wi-Fi e 3G
– Aplicativo nem sempre reconhece o leitor
– Máquina é dependente do smartphone
– Aceita só bandeiras Visa e Mastercard

Ps. ~O cartão usado na foto está cancelado~.

Fotos: Thulio Falcão/Tecnosense

*O Maquinao iZettle foi emprestado pela fintech para a produção da análise. 

Avaliação do Editor

Design 100%
Praticidade 85%
Aplicativo 90%
Custo-benefício 100%
O Maquinão iZettle é um leitor de cartão para empreendedores. Lançado em fevereiro no Brasil, ele não possui conectividade Wi-Fi e 3G e necessita de pareamento via Bluetooth com um smartphone para funcionar. Mesmo assim, o produto chama atenção por seu preço, design compacto e compatibilidade com o Samsung Pay .
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Thulio Falcão

Thulio Falcão

Eu sou jornalista e gosto de brindar. Na falta de um par, brindo só. O importante é o copo cheio. Nada melhor que jogar videogame ou discutir tecnologia num boteco de esquina.