AnálisesNotícias

[Análise] Zenfone 3 da Asus

SÃO PAULO – A Asus atraiu diversos olhares quando lançou o Zenfone 2 em 2015. O aparelho intermediário tinha especificações de peso e um preço bem acessível, comparado com a concorrência. Logo depois, a fabricante chamou atenção ao trazer o Zenfone Zoom – smartphone com zoom ótico que não influencia no corpo do modelo.

LEIA TAMBÉM:
Asus anuncia nova família Zenfone no Brasil

Com o Zenfone 3, claro, não poderia ser diferente. Anunciado nesta terça (25), durante evento em São Paulo, o novo aparelho da marca abandona o design de plástico e traz um acabamento mais premium. O Tecnosense recebeu a versão com 64GB de armazenamento interno e 4GB de RAM. Ele pode até ser considerado um smartphone intermediário, mas não ficou atrás de muitos top de linha durante nossos testes. Curioso para saber mais? Confira nossa análise!

Design

O design do Zenfone 3 chama muito a atenção. A Asus abandonou o plástico e a pegada jovem para trazer um corpo com acabamento em metal. O aparelho tem revestimento em vidro Gorilla Glass 2.5D na frente e atrás. É um smartphone mais sóbrio que a geração anterior.

A gente percebe isso já pela caixa. Não é mais de papelão frágil e sim de material mais resistente e com pegada premium. Nela há o aparelho, carregador rápido, cabo USB Tipo-C, fones de ouvido, manual do usuário e a chave para a bandeja do cartão microSD e SIM.

O Zenfone 3 é lindo? É! Mas nem por isso ele é isento de algumas coisas. As laterais lembram muito o iPhone 6s. Já o corpo remete ao Galaxy A7. Os dois são de vidros e… os dois escorregam. Muito por sinal. O aparelho da Asus tem uma pegada super boa na mão. Mas isso não é o suficiente para deixá-lo a salvo de escorregões, arranhões e outros desastres.

A organização do aparelho foi bem trabalhada pela Asus. Os botões de liga/desliga e volume ficam na lateral direita. Do outro lado, a bandeja do chip e cartão microSD. O alto-falante fica na parte inferior. A câmera selfie está localizada na parte frontal. Já a câmera principal e o sensor, na parte de trás do Zenfone 3.

Numa conversa com Jo, da Asus, ele perguntou se eu testei desbloquear o aparelho usando o dedo do meio no sensor de digital. Sério, eu disse que eu era destrambelhado demais para isso. Por  incrível que pareça, não consegui essa proeza. Mas a localização do novo recurso está tão bem posicionado que é melhor deixar meu indicador mesmo para liberar a tela.

Análise Zenfone 3 da Asus

Tela

Falando nela, o Zenfone 3 testado possui uma tela Super IPS Full HD de 5.5 polegadas. Ela toma 77,3% de todo o aparelho e isso é ótimo para quem gosta de ver filmes, séries ou ler livros no celular. Há uma facilidade em enxergar o que há nela quando estamos expostos ao sol.

Não só isso. A ZenUI ainda trabalha de uma maneira integrada. Ao abrir determinados aplicativos, a iluminação da tela irá aumentar automaticamente. Você percebe isso quando ativa a câmera para tirar alguma foto. Acho isso ótimo, já que nos poupa o trabalho de aumentar o brilho da tela o tempo todo.

A proteção Gorilla Glass 2.5D também tem sua representatividade aqui. O toque é mais leve na tela do Zenfone 3 e você consegue digitar, buscar aplicativos, acessar menus e configurações sem atrasos de resposta. Para quem é ansioso e quer tudo rápido, isso não é um problema.

Bateria

Bravo! Talvez o maior problema do Zenfone 2 e Zenfone Zoom seja o processador Intel. Ele não é ruim, mas consome muito dos smartphones. E os dois modelos da Asus chegaram com 4GB  de RAM. Então era possível que um heavy user não conseguiria meio dia utilizando os aparelhos.

A Asus decidiu usar um Qualcomm Snapdragon 625 no Zenfone 3. Um dos motivos, segundo Marcel Campos em entrevista ao Loop Infinito, era a saída da Intel na produção de processadores para smartphones.

Melhor nem pensar se a Intel seria usada novamente aqui. Mas é fato. O novo Zenfone não faz feio. O processador da Qualcomm dá muito bem conta das tarefas. Das leves às mais pesadas. Segundo a Asus, o chip consome até 35% menos a bateria.

zenfon3-asus2

E isso é bem perceptível. Jogando Mortal Kombat X – jogo super pesado – passei 5h sem parar. Meus dedos doeram? Doeram. Mas o celular aguentou bem para um game que consome processamento e bateria de um aparelho.

Em dias de muito uso graças ao plano de 7GB de dados, consegui 10h de bateria sem maior dificuldade. Foi uso exagerado de câmera, postagens no Instagram, leitura de notícias, vídeos no YouTube, WhatsApp e tantas outras redes sociais. Consegui sair de casa, voltar e ainda ter bateria para contar história. Quando ficava quieto, de 15h a 18h sem dar uma carga.

Desempenho

O legal de uma bateria duradoura é a facilidade de usar o aparelho também. O Zenfone 3 que testamos tem 4GB de RAM. É comum a gente esquecer vários aplicativos abertos e tantos outros em segundo plano. Quase o aparelho não engasgou com o uso exagerado. Uma aplicação ou outra até demorou um pouco a abrir, mas nada que afetasse o desempenho.

Além que o novo Zenfone conta com um aplicativo de varredura bem legal. Com ele é possível ver aplicativos que estão sugando a bateria e faz uma limpeza para liberar memória. Uma coisa que percebi – posso estar errado – é que quanto mais aplicações abertas, mais o aparelho tenta redistribuir a memória RAM para que não ocorra travamentos.

Por exemplo, se você deixou navegador, Twitter, Spotify, Facebook abertos e começou a jogar. É como se a memória RAM fosse, em sua maior parte, redirecionada ao game para que você possa se divertir sem delongas. Mesmo assim, o Zenfone 3 é um aparelho difícil de travar. Acho que foram quase 30 aplicativos abertos até ele pensar “ok, já posso começar a parar”.

Câmera

Se alguém disser que a câmera do Zenfone 3 é uma das melhores lançadas em 2016. Não vou discordar não. Ela usa um sensor Sony IMX298 de 16 megapixels na traseira e 8MP na frontal. O primeiro comentário é que a câmera serve para quem entende e não entende de fotografia.

O modo automático chega bem próximo ao modo manual. A configuração no automático ainda permite mudar ISO, valor de exposição e, para quem está se aventurando, pode ir trocando essas opções para descobrir novas formas de capturar imagens. O modo manual também possui essas opções. Mas com alguns recursos a mais. É possível usar uma longa exposição de 32s. A ferramenta é ótima para imagens em movimento.

As duas câmeras têm abertura f/2.0. A selfie trouxe umas melhorias bem notáveis. Ela possui um embelezamento, mas é possível deixar a imagem mais natural possível. No Zoom, mesmo com várias opções desativadas, a impressão é que o recurso estava embutido no sensor e você não podia escapar dos rostos de cera.

Dito das câmeras. Agora as imagens. As fotos do Zenfone 3 saem com uma qualidade incrível. Há pequenas granulações, mais quando você usa HDR ou HDR Pro. Mas parece que o sensor sabe escolher os pontos certos para evitar uma queda de desempenho no resultado final.

asus4

Só queria dizer que tenho amor imenso por mostarda e não podia perder a oportunidade

O foco da câmera também é super rápido. Coisa de 0,03 segundos, garante a Asus. O legal é que você pode brincar com isso, congelando um determinado objeto na hora de capturar, por exemplo. E se você perceber muita luz nas imagens, nem se preocupe. O sensor permite uma entrada maior. Por ser um intermediário, talvez a empresa tenha trabalhado desse jeito para garantir que usuários consigam fotos legais sem muito esforço.

ZenUI

O Zenfone 3 roda a ZenUI 3.0 em cima da versão 6.0.1 do Android Marshmallow. A interface deu uma melhorada significante. Ela está mais leve, fluída e sóbria. Os comandos inteligentes do Zenfone 2 estão lá. Mas agora é possível fazer mais.

Confesso que não sou muito chegado na interface. Mas ela surpreendeu. Ela está praticamente personalizável. Seja o tema, ícones. Você pode deixar do seu jeito. E o legal é que ainda pode compartilhar com os amigos.

z3-asus

Outro ponto legal são os aplicativos. Não, não há mais três navegadores em um único celular. A Asus diminuiu consideravelmente o número de aplicações e agora é possível excluir quase todos. É quase como começar um aparelho do zero. Certo que algumas coisas ainda me incomodam. Como por exemplo, a barra de notificações exige que você mantenha quatro atalhos de ferramentas e oito de recursos. Ela poderia ser menor, fato.

Mas no geral, o trabalho feito pela Asus na ZenUI merece reconhecimento. Arrastar o dedo para baixo na tela inicial abre uma busca. É possível procurar aplicativos no aparelho ou fazer uma busca na internet. Ainda é possível perceber algumas animações de sol ou chuva, dependendo da mudança do tempo ao longo do dia, O legal é que a Asus já confirmou que o aparelho receberá o Android 7.0 Nougat e com um processador Qualcomm, a atualização deve acontecer mais cedo.

Jogos

Já disse lá em cima que joguei Mortal Kombat X sem parar por 5h. O Zenfone 3 é um smartphone feito para isso também. Que gosta de games consegue se divertir a beça com o aparelho. Em nossos testes, jogamos também MagicTouch, Threes, Sonic Dash, Pokémon GO, Kingdom Rush: Frontiers e Cliffy Jump. Todos rodaram super bem, sem travamentos e sem problemas para iniciar.

asus6

O aparelho ainda possui a Game Genie. O recurso permite que você libere memória para jogar sem problemas. Ainda é possível gravar e transmitir ao vivo, compartilhar o game, entre outras opções. E se você acha que a ferramenta atrapalha? Sem bronca. É só arrastar para o canto inferior da tela que ela vai ser finalizada.

Conclusão

O Zenfone 3 é sem dúvida um dos melhores lançamentos de 2016. É legal ver que a Asus deixou de lado o foco no público mais jovem e trazer um smartphone para todas as identidades. Gosta de games? De redes sociais? De fotos? Bom desempenho de bateria? Ou até mesmo para trabalhar? O aparelho serve para todos esses usuários.

Ainda mais atrativo é o preço do aparelho. O Zenfone 3 custa R$ 1.599 a prazo. Se formos listar outros smartphones com características semelhantes, é preciso desembolsar mais de R$ 2 mil pra isso. É uma estratégia interessante da Asus em conquistar cada vez mais os brasileiros. É uma prova também de que não adianta jogar a culpa no dólar e componentes para cobrar caro. Que venham outras revoluções.

Avaliação do Editor

Custo-benefício 100%
Desempenho 100%
Bateria 90%
Design 90%
Câmera 90%
Interface 80%
O Zenfone 3 da Asus mostra realmente uma revolução na linha de smartphones da marca. Com um design de vidro e metal, o aparelho deixa de focar em um só público para atrair todos os tipos de consumidores. Mesmo sendo intermediário, traz recursos premium de deixar a concorrência de queixo caído.
91
Asus apresenta a nova família Zenfone no Brasil
Previous post

Asus apresenta família Zenfone 3 no Brasil

seo facebook pagina suicídio
Next post

Facebook BOTs é tema de palestra no Impact Hub

Thulio Falcão

Thulio Falcão

Eu sou jornalista e gosto de brindar. Na falta de um par, brindo só. O importante é o copo cheio. Nada melhor que jogar videogame ou discutir tecnologia num boteco de esquina.