Coluna

[Coluna] Aceita. Dói menos.

A segunda-feira (14) foi marcada por mais um caso de racismo nas redes sociais. Em Recife, a gestora ambiental Dandara Marques abriu um B.O. na Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos de Pernambuco. O motivo? Um usuário paulista compartilhou uma foto dela no Facebook e escreveu “Me dê uma caixa de fósforo que faço progressiva nessa infeliz”. Gente, sério. Que educação é essa? Que infelicidade é essa? Aquele velho clichê de que estamos em 2015 e essa gente ainda não consegue aceitar a aceitação das outras pessoas. No caso, a foto de Dandara foi publicada numa página de beleza negra, na última sexta (11). Ela chegou a comentar que sempre sofreu preconceito, mas não “de uma forma tão explícita assim”. O homem, claro, já excluiu a postagem e deletou o perfil do Facebook. Mas tarde demais. A gestora fez certo. Foi até a polícia e fez uma denúncia no Ministério Público. É o certo. Já comentei que não devemos ficar presos às redes sociais na hora de mostrar nossa indignação e que devemos procurar nossos direitos. Essa justiça pode ser em passos curtos, mas com o passar do tempo, será suficiente para mostrar que respeito deve ser mantido dentro e fora de casa… e das redes sociais. Se você é preconceituoso, não gosta de ver felicidade alheia ou outras belezas da vida, mantenha-se em silêncio. Mark Zuckerberg também agradece e você sabe a razão.

Falando em Zuzu…
Mark anunciou, na terça (15), que vai implementar um possível botão “não curtir” na rede social. Mas o certo é isso mesmo? Fizemos um post sobre essa novidade. Mas vou deixar uma discussão: como vamos “não curtir” uma postagem de algum amigo informando a morte de um parente? Certo que a nova ferramenta ainda não tem nome, então seria possível ele trabalhar em uma que mostre empatia com o que o usuário está sentindo, mesmo que seja algo feliz ou triste? Isso parece ser um tema para mesa de bar.

Mulheres empreendedoras
O Brasil ocupa da 18ª posição no Índice Global de Líderes Empreendedoras (Global Women Enterpreneur Leaders Scorecard). O relatório, baseado em pesquisas realizadas em 2013 e 2014, analisa desafios e oportunidades para empreendedoras em 31 países e funciona como uma ferramenta de diagnóstico para o apoio de líderes, órgãos legisladores e reguladores que melhorem as condições para o sucesso das mulheres empreendedoras. O país até pode estar em uma boa colocação. Mas vamos combinar que o cenário parece esconder essas mulheres vencedoras e sabemos o motivo. Outra discussão para mesa de bar.

The Last Of Us 2?
Meses atrás, Nolan North, dublador de David em The Last Of Us, soltou que o título poderia ter uma continuação. Agora, o escritor Josh Scherr, da Naught Dog, deixou uma pulga atrás da orelha de quem espera um segundo jogo. Durante uma entrevista, ele disse que “toda a animação facial da série Uncharted foi conduzida por Eric e o primeiro The Last Of Us… Ah, eu disse o primeiro The Last Of Us? […]”. Bem, a desenvolvedora já vem pensando em ideias para uma continuação e só podemos esperar. Ideias de como seria TLOU 2?

Plano estratégico
A Hewlett-Packard (HP) deve cortar até 30 mil postos de trabalho da divisão enterprise (corporativa). A medida acontece perto da divisão da companhia em duas, uma focada no mercado corporativo e outra no de PCs, marcada para 1º de novembro, quando começa o ano fiscal da empresa. Com isso, os cortes já somam 85 mil demissões. Essa estratégia visa achatar os serviços corporativos para que haja um crescimento no setor, que vem apresentando um aumento de 3% sobre pedidos de serviços. Além disso, a empresa espera reduzir US$ 2,7 bilhões em custos anuais com os cortes.

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Thulio Falcão

Thulio Falcão

Eu sou jornalista e gosto de brindar. Na falta de um par, brindo só. O importante é o copo cheio. Nada melhor que jogar videogame ou discutir tecnologia num boteco de esquina.