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Fintechs: Tecnosense reúne cinco dicas para quem quer atuar neste mercado

Os últimos dois anos foram determinantes para a consolidação das fintechs no Brasil. De 2015 a 2017, o número de empresas deste segmento passou de 54 para 244 em 2017, segundo o último relatório da Fintechlab. E o País já é o principal mercado para empresas que aliam tecnologia e finanças na América Latina, sejam elas desenvolvidas localmente ou filiais de grandes companhias.

Com investimentos superiores a R$ 1 bilhão, elas agora seguem o caminho do amadurecimento. As diversas oportunidades de atuação, principalmente nos segmentos de pagamentos e gestão financeira, aumentam a cada dia com a maior democratização dos meios de pagamentos, novas tecnologias e comportamento dos usuários, que buscam praticidade e baixo custo nas transações.

Atualmente, menos de 20% das fintechs no país têm mais de 50 funcionários. Ou seja, há ainda muito espaço para construir uma carreira de sucesso no setor. Para a diretora da área de gente e cultura da iZettle, Bianca Franzini, as empresas deste segmento são diferentes das tradicionais.

“O mercado das fintechs exige mais do que um profissional bem qualificado. Precisamos de pessoas que tenham versatilidade de habilidades, pois as áreas se interligam; que estejam dispostas a crescer junto e que tenham os mesmos valores que os nossos”, comenta.

Estar alinhado com os valores da empresa e disposto a se desenvolver junto com o negócio são iniciativas fundamentais para quem deseja trabalhar no mercado. Para isso, o Tecnosense reuniu cinco dicas com a iZettle para quem quer se aventurar em fintechs:

  • Questione sem medo

A primeira característica essencial para atuar em uma fintech é ser curioso, não importa em qual área de atuação. Essas empresas costumam ter equipes reduzidas. Muitas delas são recentes e não é raro as pessoas migrarem de uma área para outra. É por isso que questionar, explorar e descobrir informações sobre a empresa é essencial. “Além disso, uma pessoa curiosa costuma ter grande bagagem cultural, o que só agrega para o trabalho”, comenta Bianca.

  • Esteja pronto para mudar (sempre)

Outro aspecto muito valorizado pelas fintechs é a capacidade de adaptação. Como estas empresas crescem em ritmo acelerado em todo o mundo, é muito comum o funcionário passar a ter uma nova posição após o aumento da equipe ou passar a conviver com novas pessoas em um curto período de tempo. Ter boa comunicação, ser colaborativo e estar disposto a ajudar faz a diferença.

  • Prepare-se para o mundo

Ter um ou mais idiomas no currículo também é um bom diferencial, já que muitas vezes os produtos e tecnologia utilizados são estrangeiros. Inglês é fundamental e entre as outras línguas em alta estão:

– Sueco: Estocolmo se tornou uma das cidades-referência na criação de fintechs com faturamento superior a US$ 1 bilhão;
– Espanhol: Muitas das fintechs no Brasil coordenam a expansão e atuação em outros países da América Latina;
– Mandarim: A China está atrás apenas dos Estados Unidos entre os países que mais criaram fintechs de sucesso no mundo, segundo a lista da KPMG;
– Alemão: A Alemanha empregou mais de 13 mil pessoas em cerca de 400 fintechs, segundo as consultorias Ernst&Young e Barkow Consulting, nos últimos anos.

  • Esteja pronto para novas rotinas

Pelo perfil disruptivo, as fintechs costumam ter formatos de trabalho mais flexíveis, com o home office. “Sabemos que as pessoas que atuam no mercado tradicional das finanças estão acostumadas com rotinas rígidas, então é essencial estar aberto a novas opções e pronto para se adaptar ao que a nova empresa propõe”, comenta Bianca

  • Esteja aberto a mudar de carreira

Mais do que o curso formal, são as especializações e experiências que mais fazem a diferença na hora de se candidatar para uma vaga. “Na iZettle, recebemos currículos de advogados, engenheiros, jornalistas para vagas diversas e o que realmente buscamos nos profissionais são as diferentes atuações desta pessoa. Não nos prendemos a apenas um curso, mas sim ao que ele agrega às experiências da pessoa. Temos, por exemplo, um advogado na área de mídia online, um jornalista trabalhando em inteligência de mercado e eu mesma, que sou formada em engenheira de alimentos, hoje atuo como diretora de Gente e Cultura”, finaliza Bianca.

Imagens: Ventures AfricaThe Huffington Post; Entrepreneur.

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Thulio Falcão

Thulio Falcão

Eu sou jornalista e gosto de brindar. Na falta de um par, brindo só. O importante é o copo cheio. Nada melhor que jogar videogame ou discutir tecnologia num boteco de esquina.