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“IoT ainda está engatinhando”, assume Intel

SÃO PAULO* – Você provavelmente já leu alguma notícia ou artigo sobre Internet das Coisas (IoT, sigla em inglês) em que há a ‘máxima’ de que “serão 30 bilhões de dispositivos conectados até 2020”, ou então que o setor deve movimentar em R$ 50 bilhões a economia brasileira nos próximos três anos. Mas qual o impacto que ela tem sobre o consumidor final?

Desde 2014, faço cobertura de alguns eventos corporativos em que executivos sempre afirmavam esses dois pontos. Mas as falas pareciam sempre uma utopia. Não por falta de ambição das companhias de tecnologia em criar um ecossistema conectado, mas sim de empresas fora desse nicho e que não tinham aberto os olhos ainda para a transformação digital.

Então a Intel conseguiu mostrar que, às vezes, é bom colocar os dois pés no chão e dar alguns passos para trás. Durante o Intel Press Summit, evento da marca para falar sobre estratégias para o ano seguinte, a empresa foi bem clara ao afirmar que a “Internet das Coisas está engatinhando ainda”.

Diretor-geral da Intel, Maurício Ruiz falou sobre investimentos na Internet das Coisas. Foto: Thulio Falcão/Tecnosense

Maurício Ruiz, diretor-geral da empresa, ressaltou que, diante de um cenário brasileiro com baixo nível de inovação, fomentar a IoT é um grande desafio por ser um “investimento estratégico”. “O investimento em Internet das Coisas acontece em três ciclos. Geração de dados, automação do algoritmo e treinar a Inteligência Artificial para que ela se torne popular”.

O que a Intel tem feito para fomentar o ecossistema é, basicamente, atiçar a curiosidade das empresas para criar soluções IoT. “Nós geramos a tecnologia para que o cliente [companhia] construa e forneça ao consumidor final”, explicou Ruiz. Mas o executivo deixou claro que a Internet das Coisas só vai ser mais “popular” com o 5G e que, para isso acontecer, é preciso um trabalho em conjunto para a regulamentação de redes de baixa frequência.

IoT em outros mercados

Talvez o consumidor final saiba o básico de IoT. Como utilizar o smartphone para controlar a SmartTV, um exemplo bem básico mesmo. Mas alguns mercados já conseguem traçar estratégias de crescimento com base nessas soluções. A L’Oréal tem utilizado impressoras 3D para produzir pele humana e assim testar a eficiência de seus produtos.

O setor do agronegócio é impactado também de forma positiva com a IoT. Uso de drones e de soluções wireless conseguem reduzir perdas, otimizar a produção e qualidade dos produtos. Já no ramo da saúde, Maurício Ruiz deu o exemplo de um diagnóstico de tumores por meio de biópsias. Ao aprimorar integrando com o uso da tecnologia, será possível realizar exame, receber o resultado e já iniciar um tratamento em até 24 horas. A expectativa é que isso aconteça até 2020.

Fábio Tagnin brincou que solução para acabar com mortes no trânsito seria eliminar os motoristas. Foto: Thulio Falcão/Tecnosense

A Intel tem apostado bastante no setor de carros autônomos também. O Brasil é o terceiro país que mais mata em acidentes de trânsito. Fábio Tagnin, representante da Intel na América Latina na área de Internet das Coisas, até brincou que a solução para reduzir essa taxa seria “eliminar o motorista”.

Lógico que isso não vai acontecer, mas a empresa tem uma carta na manga: Intel Go. A plataforma de carros autônomos foi desenvolvida neste ano e a companhia já trabalha com outras marcas para criar soluções para o setor, que possui cinco níveis de automação. O quinto é o que evitaria mesmo todas as mortes no trânsito, já que não é necessário um ser humano no comando do carro. Mas é uma realidade que, com certeza, não estará presente em nossa geração.

E o que a Intel fala sobre os PCs?

A Intel continua confiante com o mercado de PCs. A empresa aproveitou o encontro para falar um pouco o desempenho da 8ª geração. Ao meu ver, a nova família é voltada muito para produtores de conteúdo e quem adora “maratonar” na Netflix.

Os novos processadores são compatíveis com 4K e suportam até 10h de bateria, garante a empresa. Já a produtividade é até duas vezes melhor que uma máquina com cinco anos de vida. A exportação e conversão de vídeos cai de 45 para três minutos e de 17,1 para 12,9 minutos, respectivamente. A comparação é entre a 8ª geração com um PC com cinco anos de uso.

*O jornalista viajou a convite da Intel.

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Thulio Falcão

Thulio Falcão

Eu sou jornalista e gosto de brindar. Na falta de um par, brindo só. O importante é o copo cheio. Nada melhor que jogar videogame ou discutir tecnologia num boteco de esquina.