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[Análise] Moto G5 Plus da Motorola

O Moto G foi o grande acerto da Motorola. Atualmente com o Moto G5 e Moto G5 Plus, a família já vendeu mais de 20 milhões de unidades desde a primeira geração. Além disso, o smartphone provou que é possível alinhar design, desempenho e preço camarada… ou quase. Quem é fiel à marca sabe que a linha teve seus altos e baixos com o aumento gritante de preço do Moto G3, mas que a empresa tentou compensar no Moto G4.

A fabricante quis fazer diferente com o Moto G5 e seguiu a tendência de apresentar um aparelho intermediário, mas com características premium. Será que conseguiu? Testei o Moto G5 Plus durante alguns dias – meses, na verdade. Como foi minha experiência? Você confere nos próximos parágrafos!

Design do Moto G5 Plus

Começo observando que o design do Moto G5 Plus é bem diferente do Moto G5. O Plus é mais sóbrio e parece ter tido um melhor trabalho de acabamento. O G5 dá a impressão pegaram ideias descartadas do Moto Razr. Mas enfim, voltando ao Plus, a Motorola tenta entregar algo premium, mas ainda com um toque jovial.

Acho que esse é o maior problema do design do smartphone. Há uma confusão de identidade aqui. O Plus tem parte do corpo de metal. Sim, ele ainda mantém o plástico das gerações anteriores. O acabamento “premium” está apenas na parte traseira e o plástico que imita metal está presente no restante do aparelho.

Tela

A Motorola fez o caminho inverso de outras fabricantes e não trouxe uma versão Plus com tela gigante. O display tem somente 5,2 polegadas com tecnologia IPS LCD, resolução Full HD e densidade 424 ppi. A proteção é Gorilla Glass 3.

A tela se destaca na hora de usar o aparelho em dias de muito sol. Em uma manhã na praia, não tive dificuldades em olhar as notificações, tirar fotos, postar no Instagram.

O modo automático do brilho funciona muito bem. Ele fica perto do máximo em situações de muita luminosidade e diminuindo quando você olha para a tela por um bom tempo ou está em um ambiente mais escuro. Isso impede do usuário cansar a vista depois de jogar ou ler muito, por exemplo.

Desempenho

Se o Moto G4 tinha um desempenho excelente, o Moto G5 Plus aprimorou isso. O smartphone traz um processador Qualcomm Snapdragon 625 com oito núcleos e clock de 2GHz. A placa gráfica é um Adreno 506. Já a memória RAM é de 2GB e o armazenamento interno de 32GB – que pelo preço do produto, poderia ser maior.

O aparelho consegue rodar vários aplicativos sem muitos engasgos. Lógico, há uma diferença para os 4GB de RAM que a Asus trabalha no Zenfone 3 – os aparelhos possuem o mesmo processador. Mas o Moto G5 Plus não faz um trabalho ruim, não.

Você vai conseguir tirar uma foto, compartilhá-la no Instagram, trocar para o WhatsApp, responder alguma mensagem, depois verificar as notificações do Facebook sem ver travamentos. A bronca mesmo é o tempo de resposta para abrir os aplicativos. Softwares simples, como Candy Crush e até a câmera, demoravam para serem executados.

Recursos e bateria

O sensor de impressão digital do Moto G5 Plus ganhou novas funções. Além de desbloquear o aparelho, ele funciona também como um mouse. É possível voltar as aplicações, fechar as abertas, entre outras.

Elas são práticas e aumentam o espaço de uso da tela já que os botões da Home, de aplicativos abertos e voltar somem. O desbloqueio da tela também é funcional. Não é preciso apertar o sensor e segurar o dedo, como no iPhone e os mais recentes da LG. Encostou, desbloqueou.

Outros recursos como abrir a câmera girando o pulso continuam presentes no aparelho. Mesmo assim, só fico imaginando alguém me julgando ao fazer isso no meio da rua para tirar uma foto! Quem liga?

Já a bateria cumpre bem o seu papel. A capacidade é de 3.000 mAh – poderia ser maior – mas em um dia intenso, consegui 12h de uso. O tempo aumentou para 14h a 16h quando ficava em casa, no Wi-Fi e com o aparelho de lado, já que eu estava jogando videogame.

Vale lembrar que o Snapdragon 625 é econômico. Se alinharmos isso a uma configuração do aparelho para evitar uso de energia desnecessário, você consegue de 14h a 18h muito fácil.

O carregamento também é rápido e, para aqueles desesperados por bateria, é possível chegar a 100% com 1h30 a 2h, no máximo, na tomada.

Câmera

A câmera principal do Moto G5 Plus tem 12 megapixels e abertura f/1.7. O sensor é um IMX362, o mesmo do Zenfone 3 Zoom. Ainda é possível gravar vídeos em Full HD a 60fps e 4K em 30fps. Já a selfie possui 5MP com abertura f/2.2.

Mesmo com um sensor para deixar smartphones premium de queixo caído, a câmera do G5 Plus tem seus problemas. As fotos saem lindas em ambientes iluminados, mas o modo automático já não consegue a mesma proeza quando o espaço está escuro. Já o modo manual ainda continua confuso para quem não entende muito bem como usá-lo.

A Motorola trouxe ainda um recurso bem legal. Enquanto você tira uma foto, o sensor também “tira” outra e mostra qual está melhor. Embora não tenha visto muito diferença nas escolhas que o software fez, é até interessante isso.

As imagens capturadas conseguem guardar os detalhes e cores do ambiente, mas dependendo de como o sensor é configurado, a impressão é que as bordas estão pinceladas.

Por sinal, isso tem sido algo recorrente nas câmeras de várias fabricantes. Essa “pincelização” das imagens parece mais um efeito embelezador embutido para te dizer que você não é capaz de capturar boas fotos.

Mas em aparelhos concorrentes esse pincelado no sensor traseiro é mais visível. Eu já acho isso feio na câmera frontal. Efeito embelezador é legal para alguns usuários? É. Mas pega mal quando não há opção de deixar o recurso desligado.

Ao menos no Moto G5 Plus, a câmera selfie é a mais natural dos smartphones intermediários que tive/testei. Mesmo com a abertura f/2.2, você consegue fotos boas e nítidas. A entrada de luz é bem equilibrada e isso ajuda muito. Para ambientes escuros, a luz da tela funciona como um flash. Não resolve muito, mas né…

Conclusão: Moto G5 Plus…

… é um smartphone que podemos considerar para chamar de nosso. O aparelho peca no design e na memória – a presença do plástico é grande e os 2GB de RAM e 32GB de armazenamento não justificam o preço de lançamento, R$ 1.499.

Mesmo assim, o aparelho tem um desempenho satisfatório para o público que a Motorola sempre quis atingir: o jovem. Para os que são antenados nas redes sociais e aventureiros da fotografia, o Moto G5 Plus dá cabo dessas demandas e ainda se mantém no legado que a empresa criou há cinco gerações.

Por sorte, é possível encontrar o Moto G5 Plus com preço bem mais em conta agora. É possível achá-lo entre R$ 1 mil a R$ 1.200 em várias lojas. Essa queda no preço deixa o aparelho ainda acessível e uma melhor opção que o Moto G5, que serve como um modelo de entrada para quem vai se aventurar no mundo dos smartphones.

Fotos: Tecnosense/Thulio Falcão

Avaliação do Editor

Custo-benefício 75%
Desempenho 85%
Bateria 90%
Design 80%
Câmera 87%
Interface 90%
O Moto G5 Plus da Motorola garante bom desempenho para amantes da fotografia e redes sociais. Embora com preço acima do esperado para os 2GB de RAM e 32GB de armazenamento interno, o aparelho mantém o legado da família Moto G.
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Thulio Falcão

Thulio Falcão

Eu sou jornalista e gosto de brindar. Na falta de um par, brindo só. O importante é o copo cheio. Nada melhor que jogar videogame ou discutir tecnologia num boteco de esquina.