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Risco cibernético é preocupante para empresários, aponta pesquisa da Aon

Empresas de diversos setores estão vulneráveis a ataques de hackers e esse problema se tornou uma grande preocupação para organizações públicas e privadas. É o que afirma a nova pesquisa global da Aon, consultoria e corretora de seguros. O estudo mostrou que o risco cibernético subiu da nona para a quinta colocação como fator de interrupção de negócios.

A Pesquisa Global sobre Gerenciamento de Riscos, divulgada neste ano, foi realizada no final de 2016 e ouviu 1.843 entrevistados de empresas públicas e privadas em todo o mundo. O risco cibernético fica atrás somente de dano à reputação/marca; desaceleração econômica/recuperação lenta; aumento da concorrência; e mudanças regulatórias/legislativas.

O estudo da Aon mostrou ainda que ataques cibernéticos influenciam outros riscos. “O risco político pode ser afetado pelo aumento de crimes cibernéticos contra instituições governamentais, partidos políticos e infraestruturas nacionais e globais”, diz Mauricio Bandeira, gerente de Produtos Financeiros da empresa.

Ele complementa que “da mesma forma, o risco de dano à reputação e marca é acentuado em uma realidade de maior exposição das empresas nas redes sociais onde ataques cibernéticos podem ocasionar vazamentos de dados dos usuários e impactar a imagem que o consumidor tem da empresa”.

Setores de aviação, educação e governamental tem o risco cibernético como principal preocupação

O risco de um ataque cibernético também impacta no risco de mudanças regulatórias e legislativas. Nos Estados Unidos, por exemplo, a adoção de legislações impõem obrigações de segurança cibernética para as empresas. Naquele país, o custo para implementar essas medidas será de US$ 36 bilhões, segundo o American Action Forum. E o Brasil deve seguir o mesmo caminho, relata a Aon.

Quais setores se preocupam com o risco cibernético?

Oito de 33 setores pesquisados têm o risco cibernético como uma preocupação. Aviação, educação e governamental colocaram o problema no topo da lista. Já para o setor de energia, o risco é o segundo mais grave. Segmentos de bancos, hotelaria, telecomunicações, seguros e investimentos vêem esses ataques como terceiro principal fator.

Fotos: Reprodução/Internet

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Thulio Falcão

Thulio Falcão

Eu sou jornalista e gosto de brindar. Na falta de um par, brindo só. O importante é o copo cheio. Nada melhor que jogar videogame ou discutir tecnologia num boteco de esquina.